• Área Clínica em Psicologia, com atendimentos para adolescentes e adultos;
    – Especialização em Cinesiologia Psicológica pelo Instituto “SEDES SAPIENTIAE”,
    – Especialização – Técnicas Básicas de Relaxamento – Instituto Pieron de Psicologia Aplicada Ltda,
    – Especialização em Teorias e Técnicas para Cuidados Integrativos – UNIFESP
    – Curso de Extensão “ Antroposofia e Psicologia: Fundamentos de uma Abordagem Integrativa” – UNIFESP
    – Curso de Extensão “ Antroposofia e Psicologia: Fenomenologia das Interações Sociais” – UNIFESP
    – Especialização em Antroposofia da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP

Atende adolescentes e adultos em terapia junguiana utilizando técnicas de trabalho corporal, tais como relaxamento, massagens, toques sutis, Calatonia.

Ronaldo Nogueira, Psicólogo (CRP 06/32919-1) com 25 anos de experiência no atendimento clínico e em processos de desenvolvimento humano na área de consultoria e treinamento. Profissional com Especialização em Cinesiologia (SEDES); Técnicas de Relaxamento (Inst. Pieron) e Cuidados Integrativos (UNIFESP). Desenvolve pesquisas no atendimento de pacientes com Síndrome de Asperger mediante uso da técnica da Calatonia desenvolvida por Pethor Sàndor.

ACUMULAÇÃO COMPULSIVA
A acumulação compulsiva ou acumulação patológica ou disposofobia, consiste na aquisição ou recolha ilimitada de bens ou objetos que, por vezes, já foram jogados pelos outros ao lixo. As pessoas que sofrem desta perturbação, acumulam tudo o que podem para mais tarde conseguirem dar uma resposta eficaz a uma eventual emergência. Além disso, são incapazes de usar ou jogar fora os objetos ou bens, mesmo quando eles são inúteis, perigosos ou insalubres.
A acumulação compulsiva também é conhecida como Síndrome de Miséria Senil ou Síndrome de Diógenes, devido ao filósofo grego, Diógenes de Sinope, que vivia como um mendigo, dormia num barril e recolhia da rua inúmeros objetos sem valor. Trata-se de uma perturbação que conduz ao isolamento social, diminui a mobilidade e interfere com a realização das tarefas mais básicas do dia-a-dia, como alimentação, a forma de se vestir e a na sua higiene pessoal.

1) A falta afetiva pode ter relação e levar a pessoa a ter esse hábito de acumular objetos?

R: Sim. A acumulação compulsiva pode surgir em função de um sofrimento, de uma depressão, de uma ansiedade muito grande. É nomeadamente um transtorno de ansiedade. Atualmente a acumulação compulsiva está classificada isoladamente no DSM-5 (2013) como nova patologia psíquica: Transtorno de Acumulação (300.3).

A acumulação compulsiva pode ser caracterizada por uma perturbação mental que não nasce com a pessoa, mas podem existir traços de personalidade que conduzem ao seu aparecimento. Alguns desses traços revelam-se, por exemplo, com a morte de um ente querido, por dificuldades financeiras, conflitos pessoais ou profissionais. No caso dos idosos é comum o desenvolvimento por não saberem lidar com a solidão, por exemplo.

2)  Há um perfil específico para o acumulador compulsivo?

R: A acumulação compulsiva pode ser um indicador de um enorme sentido de responsabilidade ou medo de errar, pois é uma forma das pessoas se auto pressionarem para fazerem tudo bem feito.
De forma geral, para muitos especialistas há algumas características prévias a serem consideradas para avaliar a gravidade dessa doença acumuladora observando-se, o juízo crítico e noção da morbidade que o portador do transtorno tem sobre sua situação.
Alguns critérios determinantes para o diagnóstico da Acumulação Compulsiva devem ser elencados como:
recolher e acumular excessivamente bens e objetos que a maioria das pessoas joga fora, tais como sucatas ou lixo, embalagens, jornais velhos, etc. e amontoá-los em pilhas;
incapacidade ou grande dificuldade, angústia e indecisão ansiosa associadas às tentativas e solicitações para descartar os objetos acumulados;
viver em condições precárias de salubridade e em desorganização por conta do acúmulo excessivo de bens e objetos, além de não permitir que alguém arrume ou limpe essa desorganização;
desvirtuar o espaço da casa da real finalidade a que se destina (cozinha para cozinhar, banheiro para tomar banho, quarto para dormir…) para ocupá-lo com objetos acumulados;
negar que seja exagerado o acúmulo compulsivo, ter vergonha e constrangimento deste hábito e, mesmo assim, não conseguir controlar o impulso;
sintomas que causam sofrimento significativo ou prejuízo em áreas sociais, ocupacionais ou outras importantes de funcionamento da pessoa;
em alguns casos, ter muitos animais de estimação e não cuidar deles da melhor maneira (transtorno de acumulação de animais).

3)  O acúmulo excessivo de objetos pode interferir nos relacionamentos pessoais da pessoa até que ponto? Pode ocorrer total isolamento social?

R: Sim. Interferem no relacionamento social. Geralmente, tem vergonha da sua situação e do aspecto de sua casa, não permitam que parentes ou amigos entrem em sua residência, podendo também acontecer que as pessoas que convivem com eles não sejam capazes de morar nas mesmas condições e assim há o isolamento social.
4)  A pessoa que tem o perfil de acumulador pode desenvolver um quadro depressivo?

R: Sim. Os acumuladores apresentam maiores chances de desenvolver outras doenças psiquiátricas, como a depressão, ou infecções, devido a negligência na higiene e na alimentação.

5)  Qual terapia seria mais adequada para suavizar o vício do acumulador? O tratamento é a longo prazo?
R: Bem, acumulação compulsiva é um transtorno mental que foi reconhecido recentemente e ainda há pesquisas sobre os melhores tratamentos a serem aplicados e considerados eficazes. A terapia cognitivo-comportamental tem se mostrado adequada para o tratamento associada a uma medicação adequada. A terapia cognitivo-comportamental concentra-se em localizar as causas da acumulação compulsiva, descobrindo as raízes da ansiedade. Ela pode ser muito demorada (durar meses ou até anos) mas permite que um acumulador compulsivo readquira hábitos de vida normais.